Torpor (Clara Longhi)
Num torpor lúcido
Despertei e ainda durmo
Estou entre o sono e a vigília
Tédio morno, inóspito
Quieta confusão atinge-me
Boio no mar
Mas não sou ilha
Inconsciente continuo
Vagueio o olhar na penumbra
Ânsia passiva me estreita
Vejo-me na alcova funda
Longínquas estrelas brilhantes
Toco-as em pensamentos
Delírio infundado e castiço
Penetra-me por um momento
Tirocínio imprudente
Tira-me as arestas
Insólitos sangramentos
Escorre aqui dentro
Tento recompor
Pedaços... meus fragmentos
1 comentários:
Olá Clara! É, realmente esse tipo de indiferênça nos leva a viagens inconcebíveis e, geralmente, inesplicáveis.
Muito lindo. Parabéns!
Estive passeando, avistei teu espaço, invadi, gostei e não resiti.
Beijos,
Furtado.
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