Caso Eloá
Clara Longhi
Ainda o machismo
Continua no caso ELOÁ
A cultura da sordidez
Onde a força masculina
Injustamente predomina
Ceifada após o martírio
Das cem horas de cativeiro
Rosa em botão aos quinze anos
Empenhada na aprovação
Quando estudava, surge o vilão
Insônia atroz passou
Soluçou, apanhou na solidão
Chorou lágrimas de sangue
Amarrada, insultada
A alma dilacerada
A fêmea, sempre a fêmea
Apaixona, envolve-se
Confia, angustia
Com sua doçura cristalina
Torna-se mulher
Deixa de ser menina
O amor ultrajante
Força decisões imprevistas
Não conquista, não fascina
Acredita que tem privilégio
Comete absurdo, o sacrilégio
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