Meus Escritos...

Educadora, poeta amadora. Escrevo com alma e coração. Gosto da natureza, aprendo com as crianças, renasço das cinzas! Campo Grande/MS

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Fato Banal( Clara Longhi)

Em uma viagem que fiz
De ônibus para o interior
No banco da frente ia
Um jovem e um senhor

No silêncio, no meu canto
Ouvi estarrecida
O que contava um deles
Sobre felicidade e vida

Argumentava seguro
Que era homem de bem
Tinha uma esposa equilibrada
E uma amante também

Falava com serenidade
Que todo homem tem direito
De tranquilidade no lar
Na cama um par perfeito

Só saber escolher
A mulher e a amante
Ambas dele cuidavam
Mimava-o todo instante

Certeza que a esposa sabia
Confusão não arrumava
Queria ele satisfeito
Só de rezas gostava

Acreditava na fidelidade
De suas companheiras
Não percebia porém
Na cabeça as " galheiras"

Seu melhor amigo
Sua esposa consolava
Juntos nas rezas iam
E na volta...desrezavam.

Minha forma de querer

Minha forma de querer (Clara Longhi)

Em vez de mentiras rasgadas
Quero suas portas secretas
Onde pouco a pouco desvendo
Suas verdades indiscretas

Exteriorizam-te por completo
Na sua fragilidade
Rasga-me sorrisos brejeiros
Deixa solta a iniquidade

Não quero parte, quero o inteiro
Do seu choro, sua solidão
Virando mesa, sem soberba
Derramando-se ao chão!

Em seus dias maltrapilhos
Nas suas noites mal dormidas
Não quero ser sombra ou vento
Nem a chuva que cai
Quero ser luz, quero ser brisa!

Quero segurar sua mão
Sua boca beijar
Olhar seu corpo
Com carinho te acordar

Não quero amor banal
Quero o que vem da alma
Inconsciente sem preconceito
Totalmente desigual!

TEMPO ( Clara Longhi) 24/11/2008

Não sei se corro, ou se paro

Sem ponteiros, sem atalhos

Seu conselho já não ouço

Para mim ele é falho

O tempo que se afoba

Corre sempre desvalido

Rouba a emoção incontrolável

Deixa a vida sem sentido

Sem desespero, sem pressa

Se estou indo ou vindo

O passado é vivência

Já foi não tem mais jeito

Saudades sufoca o peito

Espelho-me na experiência

Não guardo mágoas

Aprendo com a ciência

O feromônio e adrenalina

Fere; mas não assassina

Só...exige paciência!

############ Em transe ############

Olhos q atraem e me traem
Mergulho neles e me perco
Reviso conhecimentos
Atento-me
Sem entender...

Braços abraçam e me laçam
Mãos me descortinam sem pudor
Com pressa avoada
Desatinada, incompleta
Por vezes...amargurada

Boca que ñ beija
Ávida de prazer transitório
Renega o sabor de um beijo
Confusa..
Prendo-me ao ilusório

Pronto a prantear
O coração esconde
O desafeto concreto
Lúdico, pasmo
Onde...

Ressurgindo
Insondável mistério
Confusos sentimentos
Que prende minh\'alma
Muito sério...

############ NEM SEI #################
Minha febre:
Um fogo do mar,
Ou de amar?
É um mistério
Sério
Quando amanheço
Ou anoiteço
Fitiche...
Ou feitiço
Na magia
Na orgia
Na conquista
Otimista...
O charme do mundo me encanta
Mas me enraiza
Viro planta...

PROMESSAS

Promessas são seladas
Com olhares,
Gestos e carinhos
Comum é lugar de contrato e palavras
Não quero um amor comum
Quero um especial
Meu ...vital
Até uma paixão ridícula
Unindo meus defeitos aos dele
Partícula por partícula!
A pele roçando,
O corpo em frenesi
A controvérsia
O desafio,
A provocação
Rotina a emoção extirpa!
Relação morna
Não me excita!

Carência


Carência confessada,
Está grande, insuportável
Escute...
Entenda...
Tenha paciência
Depressão antes de ser
Caminhou pela carência
Lutou pela sobrevivência
Cabeças e corações tem suas diferenças
O que pra você não importa
Pode ser a única porta
Que esta alma procura
Um olhar...
Um ombro...
Um abraço...
Um sorriso...
Pra fugir da noite escura!

######### Oito de março ###########


Só hoje nosso dia???
Não!!!
Guerreiras, não fugimos
Apaixonadas, não desistimos
Decepcionadas, recomeçamos
Ignoradas, sonhamos
Amadas e respeitadas, felizes ficamos!
Aprendemos nos erros
Definimos o queremos
Construímos nos acertos
Com sabedoria que temos!
Filha...Mãe...Mulher...
Sensibilidade total
Agimos com o coração
Quase que irracional

Respondam

É possível conviver
Sem se apegar?
Procuro resposta...
Arde meu peito a chorar...
Ensina-me
Qual é o caminho?
Fingir...
Falsear...
Ignorar coração descompassado
Calafrios desenfreados
Insensível; o ideal
Morrerei ardendo afetos
Inquietos, funestos, sombrios
Inundando minha solidão!

Reflexão para a Páscoa

Magnânimo Salvador
Trouxe-nos eterno perdão
Cristo sua paixão
A ressureição!
Pensamentos diferentes
Matando mágoas
O velho rancor
Renascendo...
Jeito novo de amar!
Nossa pequenez surda,
Absurda...
Não compreendemos o amor
Que é:
Perdoar...
Recomeçar...
E o ser humano valorizar!

Madrugada

Calei-me no escuro da madrugada
Senti-me insegura
Não pude refletir
Era fêmea acuada!
Tormentos guardados
Detonados...
Dentro e fora
O mundo gritava
Acordes agourentos
Incertezas...
Angústias...
Trazidas pela voz do vento
Presente e passado juntos
Fugir?
Sem tempo...
Um alagado de lágrimas
Escapam, florescem
Limpam e transformam
Meu pensamento!

Se Posso

Se posso porque não?
Cantar com alegria a vida
Expressar nos olhos a paixão
Com liberdade e fraternidade incontida!

Se posso porque não?
Desabrochar, recriar e aprender
Sem preconceito a emoção
Mesmo sem muito entender!

Se posso porque não?
Navegar, voar, sonhar
Sentir pulsar meu coração
Na alegria de viver e te amar!

Se posso porque não?
No rito, ritmo e dança
Sentir que o tempo não passou
E hoje renasce minha esperança!

Mãe...

Mesmo ausente
É ensinamento presente
Lágrimas roladas
Lembranças eternizadas
Aperto no coração
Sufocado pedaço de emoção
Guardo seu abraço na memória recente
Percorro o caminho do seu passo
Sentindo seu carinho novamente
Amenizo a saudade
Chorando a realidade
Sem entender o vazio
Falta calor, só há frio
De esperança me agasalho
Hoje quero o atalho
Da força, confiança e ação
Do amor, calor e doação
Seus conselhos vitais
Agora valorizo mais
Exalto em oração
MÃE...Sua bênção!

Travessia

Sem intenção alguma
Planto, semeio e rego!
Lírios, rosas e espinhos
Uma jardim árido
Agindo na forma que não prego!

Desnudo minh'alma
Volto ao ventre materno
Vejo a ebulição de um mundo louco!
Sua essência, seu despertar
Que compreendo pouco!

A vontade não basta
Erro e persisto!
Quero caminhar entre aromas e flores
Tropeço em pedras
Cambaleio, não desisto!

Quero deixar saudades
Rastros e pegadas!
Exploro caminhos desconhecidos
Protejo-me do mal com sorriso
Aprendo mais que ensino na estrada!

Ela...

Simples adereço
Flor no cabelo
Saia rodada
Pernas perfumadas
Sorriso contagiante
Vai a um encontro
Seria o marido...
Ou o amante?
Brilho nos olhos
Seio quase desnudo
Andar sensual
Uma mistura confusa
De santidade e pecado
Desperta olhares mórbidos
Dos castos e libertinos
No ar seu cheiro paira
Transpira...
Está no cio...
Mas seu mundo é
V
A
Z
I
O

Palavras


Chaves indecifráveis
Ilimitadas
Desvendadas
O momento faz a interpretação
E o nosso conceito
Gosto de palavras
Ásperas ou macias
Vem a tona com insistência
Como vômito incontido
Com receio sem cadência
Se não saem incomodam
Faz a cabeça girar
Se saem também incomodam
Quem as ouve sem esperar
Doces palavras, gritos também
Falta de nexo
Do amplo, do amplexo
Dementes/mentem
Com ou sem sentido
Boa é aquela
Que se ouve com carinho
Sussurrada ao pé do ouvido!

Parcela


Somos dois inteiros
Nosso amor tem outro significado
Nos respeitamos e nos queremos
Caminhamos lado a lado!

Olho seus olhos, neles vejo
Sentimentos puros, lindos
Estar consigo, afagar suas mãos
Receber carinhos infindos!

Estremeço ao seu toque
Incontrolável delírio
Vivo para te amar
Você é o ar que respiro!

Descompassado coração
Aborta boca afora
Amar e ser amada
Sem previsão e nem hora!

O afeto que nos une
É quase ficção aconchegante
Não medimos forças, somos o que somos
Amigos, namorados e amantes!

Atrito

Na vida atrito é
Aprendizado
Ferir e ser ferido
Não pode ser ignorado
Quero me desbastar
Perder excessos
Chegar ao meu âmago!
Ser ínfima...
Sentimentos contraditórios
Ocorre nos envolvimentos
Descobre-se o notório
E a importância do outro
Nos breves momentos
Pensa ser, mas não é o pior
Encontra-se o amor maior...
D
E
U
S

Tirania

Errante e dispersa
No acaso o sentimento
Alegria, riso por fora
Pranto e tristeza por dentro!

Vivendo sem ser plenamente
Escrava sem liberdade
No tempo correndo contra
No peito a saudade!

Tirânico mundo vil
Usurpou juventude minha
Fui cativa no amor
Almejava ser rainha!

No coração do andante
Morei por horas poucas
Privacidade sem preferência
Absoluta e louca!

Sem beijo ao meu alcance
Boca fechada em riste
Não te incomodou meu desengano
Sem um adeus... partiste!

Solidário


Solidariedade é paz
Todas as vezes que pratico
Esqueço as mazelas
Efusiva fico!

Desprendo meu egoísmo
Ajo significadamente
Sugo a maravilha da vida
Vivo plenamente!

A maldade desaparece
Corpo e alma levitam
Não preciso motivos
Sinto que anjos me fitam!

Quando problema tiver
Solte a imaginação
Ajude quem precisa
Está aí a solução!

Outra pessoa passa a ser
Renova seu espírito
Cura seu mal interno
Desaparece o conflito!

Carinhos

Se apertam , se abraçam
Num gesto de querer bem
Os dois se etrelaçam
Celebrando a vida que tem!

Na essência da céu
Um alagado de paixão
Nas divagações da mente
Mistura alma e coração

O que se vê
É amor, é perdão
Sem justificativa alguma
A vida em ebulição!

Mistério sem tempestade
Quase doutrina
Vida que segue
Recebendo luz divina!

Quase prece

Vislumbrando sonhos
A janela abri
Acalentei-os com carinho
Em realidade senti

Lindos versos declamei
Na hora da Ave Maria
Agradeci a Natureza
E o pôr-do-sol que via

Junto a um manto de estrela
Se faz presente a lua
Como uma canção
Estende-se, perpetua

O momento é sagrado
Uma celebração mística
Vespertino encontro
Só a alma justifica

O pensamento universal
Não vai embora, não se apaga
É a prece que agradece
E uma luz se propaga

Cobranças

Cobrança esmaga sentimentos
Qualquer que ele seja
Tem que ser espontâneo
Não da forma que se almeja

O carinho impulsiona
Amizade e afeto
Se não oferecemos e cobramos
Nos tornamos abjeto

Nas grandes
E coisas pequenas
Infinitas possibilidades
Ser ou não ser; um dilema

Amizade nasce do acaso
Afortunado quem a conquista
Floresce na convivência
Se acabar; deixa pista

Amor quando estala o peito
Os olhos faz brilhar
Nos lábios coloca música
E o coração a bailar

Planto e colho
No canteiro da existência
Flores, paz e alegria
Isto é a consequência

Raízes

Profundas raízes criei
De tudo não posso fugir
Devagar ou correndo
Não me atrevo a partir

Se eu for, pedaços meus
Enraizados ficarão
Renascendo, buscando
A vida neste chão

Como raiz de flor
Renasce depois de morta
Permaneço oculta
Florindo é o que importa

Raiz de amor
È imutável como ouro e prata
Colada no peito
Não morre, não mata

Não quero, mas já sou
Esta alma penada
Aquela que encontramos
No caminho, na estrada

Infâncias

A criança nua
No reverso da vida
Com olhar descobre
A criança vestida!

Na fresta do portão
Daquela casa importante
A primeira espreita
Com olhar soluçante!

O natural é que o mundo
Desconhece a empatia
Que nesse momento
Entre as duas se cria!

Olhares puros e faceiros
Espontâneo, sem malícia
Com proteção divina
Naquela hora propícia!

Nenhuma sabe o meu e o seu
Alheias as censuras mundanas
A cena angelical
Não é natural, nem humana!

Sem hostilidade alguma
Um abraço com emoção
Aconteceria, certa estou
Se não houvesse o portão

Homenagem a "CAMPO GRANDE"

Saudo com carinho
Com simples poema
Cheia de amor e alegria
Nossa "CIDADE MORENA"

Cento e nove anos de vida
Gloriosa existência
Sucesso que fez o seu povo
Com honra e persistência

Gente hospitaleira
Ruas limpas e floridas
É esta "CAMPO GRANDE"
Que embeleza nossas vidas

Do Brasil e do mundo
Temos pessoas na cidade
Mistura de raças e costumes
Cultura da felicidade

Avenida Afonso Pena
Paralela a Mato Grosso
Marca e facilita o trânsito
Sem transtorno ou alvoroço

Córregos que a atravessam
Prosa e também Segredo
Hoje canalizados
Perdemos da enchente o medo

Parque das Nações Indígenas
A paz junto ao lazer
Usufruir a natureza urbana
Alí, é um saudável prazer

De Mato Grosso do Sul
Ela é a capital
Grandioso seu progresso
Político e social

Fugindo

Nas minhas ilusões
Vivo às cegas
Fujo da realidade
Dura e cheia de regras

Seleciono o que quero
Em todas as ações
Cada palavra ou gesto
Crio novas situações

No tempo me perco
Corro em busac de emoções
Insana monotonia
Dispenso opiniões

Na excentricidade
Com des/afetos derramando
Vivo intensamente
Às vezes amando...

Alucinações previstas
No menu de cada dia
Sem controle, sem maldade
Juro, não é histeria...

SETE DE SETEMBRO

O que é "SETE DE SETEMBRO"
O que é "INDEPENDÊNCIA OU MORTE"
Pergunte aos jovens hoje
Uma resposta; será sorte!

Sem entender ainda
Ficamos independentes?
Se cativos somos
Com dívidas permanentes

Nós libertamos de um país
Ficamos escravos de outro pior
Se a estratégia mudasse
Meu " BRASIL", poderia ser melhor

Terras férteis, água abundante
Ótimo clima, soluções de sobra
Não se compara em nada
Com países que tem obras

Trocamos SIGLAS/GOVERNOS
Com esperança e fidelidade
Para que haja mudança
Continua a calamidade

A injustiça permanece
Também as falcatruas
O povo revoltado
Reage saindo às ruas

Falta respeito, cidadania
Saúde e educação
Itens básicos e primordiais
Para desenvolver a nação

Contudo...não desanimem
Queridos brasileiros
Lutemos e teremos
Um país íntegro para os herdeiros

Cabe no poema

Cabe no poema
A ironia, a maldade
A borboleta, o rio
A lembrança, a saudade!

Cabe no poema
Olhos tristes sem sonhos
Perfumes caros e baratos
Velhos costumes bisonhos!

Cabe no poema
A sede, a fome
O sorriso do rico saciado
O pobre sem nome!

Cabe no poema
Futuro aflito ou promissor
Frustração diária
Desencanto de amor!

Cabe no poema
A meiguice, a doçura
A torpidez, a mentira
A insensatez, a loucura!

Cabe no poema
A ansiedade reprimida
A filosofia, a natureza
A morte... a vida!

Clara

Sonho Poético

No ar energia suave
Toca e contagia
Com vibração intensa
Fecunda a fantasia

Inspira sonho poético
Em horas mornas sofridas
Acaricia e molda
Cicatrizando as feridas

Almas dolentes sem paz
Com brilho intenso conduz
Em delicado toque
Transborda e seduz

Enternece, salienta
Olhares mórbidos e famintos
Com perícia sobressai
Projeta seus instintos

Em um canto perfumado
Canta e encanta o rouxinol
Fascinado espera
Um novo raiar do sol

Luz penetra e acalenta
Enérgica e prematura
Agradece ao Criador
O instante, a ternura

Dia do idoso (27/09)

Melhor idade ou terceira
O nome não importa
Chega sorrateira
Nem sequer bate na porta

Longevidade saudável
Expressão da hora
Flexibilidade muscular menor
Paciência, carência maior

Rugas na pele
Demonstra a idade
É acúmulo de experiência
Ferindo a vaidade

Obra-prima somos
Vivemos in/tensamente
Falhamos e acertamos
Parcela quase inocente

Tentamos não envelhecer
A juventude é a glória
Mas carregamos...
Rugas indeléveis na memória

Adquirimos com o tempo
O saborear minucioso
De alimentos, sons e lugares
Nisto somos singulares

Usufruimos sonhos realizados
Como rio que contornou obstáculos
Quando amanhece ou anoitece
Deslumbramos a vida, o espetáculo!

Clara Longhi

Companheiro

Nem beijo na boca
Nem paixão desmedida
Quero um ombro para chorar
Uma presença amiga

Preciso de homem companheiro
Sem dizer nada, quietinho
Olha-me com sorriso largo
Transmitindo seu carinho

Nos momentos de fragilidade
Me ame suavemente
Com jeito carinhoso
Me ouça tranquilamente

Ri das minhas piadas
Me elogie sem motivos
Saiba o tamanho da minha dor
Inquestione meus sorrisos

Evita gestos errados
Mesmo que sejam impensados
Repete sempre que me ama
E está sempre ao meu lado

Professor(a)

Em todas as homenagens
Ao mestre com carinho
Não os recompensaremos
Por nos mostrar o caminho

Conhecimentos semeia
Ensina português, matemática
Biologia, história, etc...
Na teoria e na prática

Hoje desvalorizado
Lamenta o educador
Espera da sociedade
Respeito, gratidão e amor!

Encara diversas ações
Profissão dos polivalentes
Age como mãe, médica, etc...
Formando cidadãos decentes

Você que atua em área diferente
Responda-me por favor
Estaria nesta função,
Se não fosse pelo professor?

Dia do poeta
Clara Longhi

Poeta aprendiz que sou
Faço minha homenagem
Para os poetas divinos
Usados por Deus nas mensagens

Com talento e sabedoria
Mostram-nos em horas tristes
Que há reverso em tudo
Que a felicidade existe

Sei o poeta não morre
Em estrela se transforma
No infinito celeste
De anjo toma forma

Os incautos comentam
Que ser poeta é brega
Mas procuram na poesia
Bálsamo para a dor que carrega

Se a poesia acabasse
O mundo mudo seria
Sem cor, sem olor, sem brilho
Sem riso, sem melodia

Poetas brilhantes ou não
Continuem seus escritos
Se não os leem na terra
Serão lidos no infinito

Caso Eloá
Clara Longhi

Ainda o machismo
Continua no caso ELOÁ
A cultura da sordidez
Onde a força masculina
Injustamente predomina

Ceifada após o martírio
Das cem horas de cativeiro
Rosa em botão aos quinze anos
Empenhada na aprovação
Quando estudava, surge o vilão

Insônia atroz passou
Soluçou, apanhou na solidão
Chorou lágrimas de sangue
Amarrada, insultada
A alma dilacerada

A fêmea, sempre a fêmea
Apaixona, envolve-se
Confia, angustia
Com sua doçura cristalina
Torna-se mulher
Deixa de ser menina

O amor ultrajante
Força decisões imprevistas
Não conquista, não fascina
Acredita que tem privilégio
Comete absurdo, o sacrilégio

Chuva
Clara Longhi

Chuva para mim
É Deus derramando
Amor à natureza
Nossos pecados lavando!

Águas puras...
Com ritmo e suavidade
Transmite esperanças
No campo e na cidade!

Com fluidez romântica
Embala minha mente
A unidade grandiosa
Livre, transforma a semente!

Lindo observar a chuva
Ouvir o seu barulho
Sem prudência nenhuma
Neste som mergulho!

Seus ruídos cadenciados
Me dá prazer, me enturmo
Relaxo, sonho...
E durmo

Lembrança (Clara Longhi)

Lembrança, tempo intocável
Infinito, eterno...
Senhora absoluta dos instantes
Se a perdemos...o inferno!

Ócio dos felizes
Voluptuosa indolência
Dura o necessário
Com ternura ou eloquência

Lívida observação
Conflitante, obscura
Invisível e vagarosa
Inesperada loucura

Chega de improviso
Em horas tenebrosas ou calmas
Se mandasse aviso
Não devoraria almas!

Sem tê-las...
Somos nada!

Vida (Clara Longhi)

Não há ida sem volta
Não há volta sem ida
A morte não é a morte
É só a porta da vida

Na ida e vinda constante
Renovando as energias
Em frente, adiante
Distribuindo alegrias

Auxiliando os necessitados
Espalhando felicidade
Incumbência cumprida
Deixa amor, deixa saudade

O natural que seja
Pertinente aos seus
Harmonia e louvores
Indo ao encontro de Deus

Coração Insensato (Clara Longhi)

Você toma frente
Esquecendo sua função
Se apaixona simplesmente
Louco coração!

Não sabe dissimular
No primeiro instante se engraça
Irradia sentimento
Coloca a alma em desgraça

Em plena contradição
Sem entrega sem aviso
Escute o saber da razão
Menino! Tenha juizo!

No prejuízo a cabeça
Que é o leme do corpo
Se despedaça
E você? Finge de morto

Tome jeito seu danado
Não contrarie a regra
Converse comigo antes
Dessa total entrega!

Amante (Clara Longhi)

Amante é quem ama
Doa-se sem preconceito
Sua flama transpira
Afeto profundo no peito!

Discreta, fiel e completa
Te faz rei, macho e soberano
Na entrega do prazer
Por meses e anos...

O maior e pior defeito
Que uma amante pode ter
É saudade infinita!
É angústia de querer!

A amante não pode nada
Tem que ficar só na cama
Mas cultua sentimento
Não é de pedra; é humana!

O defeito se realça
Nem que seja por instante
Condene sua fraqueza
Nada pode! É a amante!

Amor sem volta (Clara Longhi)

A destreza que me apodera
Não extingue a turbulência
Que meu ser extravasa
Chega a ser incontinência

Mutuamente e consentido
Em ritmo estável perpetua
Ações desnorteadas e nervosas
Desaprova saudade sua

Desconstruindo meu afeto
Manchado por sua grosseria
Encerra-se este nosso caso
Era amor de uma só via
Não vinha...só ia

Necessário é:
...anular conflitos criados
...tumultos protelados
...horários desencontrados

Energize-se (Clara Longhi)

Abra a janela de sua alma
Deixe entrar a brisa triunfante
Ouça o canto dos pássaros
Respeite do pelegrino o andar pisante!

Aqueça-se com o calor do sol
Embriague-se dos aromas florais
Viaje pelas águas dos rios
Voe em pensamentos; atravesse quintais!

Abrace os solitários por onde passar
Cante músicas sem refrão
Exercite a solidariedade
Absorva tudo com os olhos do coração!

Transpire a essência da vida
Multiplique forças pela estrada
Não espere afabilidade de volta
Energize-se nesta caminhada!

A natureza acalma e ensina
Trazendo doutrinas e mensagens
Preocupação, estress e ressentimento
Encurta nosso tempo nestas paragens!

NATAL (Clara Longhi)

O que é o Natal?
Luzes coloridas!
Presentes!
Décimo terceiro!
Festa bonita!
Pessoas mais vulneráveis e contentes!
Uma data de alegria
De perdão!
De humildade!
Celebrar o Salvador
Que veio sem glórias
Com santidade!
Despojado dos bens materiais
Orgulhos e vaidades
Chegou solidário
Querendo felicidade!
Enaltecendo a partilha
Oh! " A PARTILHA "
Virtude em que somos incapazes
De amar e cumprir
Assumir esta verdade!
Temos sobras...
E não sabemos dividir...
Como pode JESUS nascer
E nos transformar?
Se não sabemos perdoar e partilhar!
Quem reparte
Usufrui da maravilha...
Inunda-se de paz
Que é a melhor parte!
Assim tornamo-nos
FAMÍLIA!

Que todos possamos dividir os bens materiais, para multiplicar os espirituais!
Reivente o "AMOR" ( ou o modo de amar) "PERDOE SEMPRE!"

2009 (Clara Longhi)


Neste ANO iniciado
Caminhemos sem pressa
Lado a lado
Contemplemos o pôr do sol
Ouçamos sinfonia dos pássaros
E ruídos de riacho
Sintamos o perfume das flores
Abarrotamos-nos de amores
Perdoemos uns aos outros
Sempre...
Façamos uma corrente
De paz e amizade
Decoremos com luz brilhante
O olhar...o semblante!
Exorcizemos conflitos e mágoas
Lavemos as tristezas nas puras águas
Cantemos ao nascer do dia
Uma doce melodia
Não esquecendo jamais
Que o enfado e a dor se vai
E que o sorriso é ainda
A menor distância entre as pessoas
Que torna a vida mais linda!

Renascendo ( Clara Longhi )

O medo e a solidão
Estavam sempre comigo
Ao te conhecer
Deixei de correr perigo

Abri as portas dos sonhos
Reavivei sentimento
Deslumbrei fulgor nas estrelas
Valorizei o momento

Com saudáveis conceitos
Castelos construindo
Redecorei minh'alma
Sonho sem estar dormindo

Prenúncio de felicidade
Vejo em toda parte
Vou me entregar sem segredo
Ao amor, eterna arte

Remexo o cotidiano
Espalho sorrisos no ar
Mistifico o instante
Acordes ouço tocar

O perfume da flor
Miraculoso e intermitente
Prodígio da natureza
Do nosso amor é a semente!

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