Infâncias
A criança nua
No reverso da vida
Com olhar descobre
A criança vestida!
Na fresta do portão
Daquela casa importante
A primeira espreita
Com olhar soluçante!
O natural é que o mundo
Desconhece a empatia
Que nesse momento
Entre as duas se cria!
Olhares puros e faceiros
Espontâneo, sem malícia
Com proteção divina
Naquela hora propícia!
Nenhuma sabe o meu e o seu
Alheias as censuras mundanas
A cena angelical
Não é natural, nem humana!
Sem hostilidade alguma
Um abraço com emoção
Aconteceria, certa estou
Se não houvesse o portão
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