Meus Escritos...

Educadora, poeta amadora. Escrevo com alma e coração. Gosto da natureza, aprendo com as crianças, renasço das cinzas! Campo Grande/MS


Crise(Clara Longhi)

Crise caótica e destrutiva
Pode se você quiser,
Ser regenerada e criativa
Mudando sua vida

Entre a parcimônia e o prazer
A economia e o consumo
Perco por vezes o equilíbrio
Há descontrole, assumo

Impulsos, inquietudes
Imprevidente que sou
Inevitável acaso
Negligência ousada
Tudo mudou

O mundo em sua órbita
Na corda oscilante
Do inesperado, do escuro
Tantas são as andanças
Tantas são as mudanças
Nos sonhos me seguro

O financeiro é a mola
Que descordenada vacila
Sem competência...
A controvérsia humilha
Fico a ver navios
E as contas...uma pilha


Na intimidade (Clara Longhi)

Ao fazer amor...
Percorra as trilhas
Desvende véus,
Descubra a profundeza
Penetre nos escondidos
Sem pressa...
Com delicadeza

A tessitura da alma
É de cristal...
Toque-a com leveza
Sua maciez apalpe
Centímetro por centímetro
Despertando a libido
Nas curvas deslize suas mãos
Com se tocasse as nuvens
Provando que não é amor fingido!

Acorde a boca com beijos
Incendie-a com desejos
Retire gostos e sabores
Beba a seiva que jorra
Nasça de novo
Junte o corpo e a mente
A sede gritante, cale
Degraus do gozo celestial
Escale

Corpo e alma matizados
O êxtase, a serenidade
Côncavo e convexo em conjunção
Chega-se a eternidade
Experimenta-se...
A ressurreição!

Onde está? (Clara Longhi) -01/02/09

Quero reencontrar

Aquele que conheci

Com sorriso vitorioso

E o afeto que senti

Onde esconde sua alegria

Porque ficou assim?

Amargo, mal humorado

Achando tudo ruim

O tempo é pouco e urge

Aprenda a separar

Horas tristes e alegres

Com sorriso enfrentar

Solidão não é companheira

Que devemos cultivar

Nossos desafetos dos amigos

Temos que eliminar

Não afastar quem nos ama

Por nos amar sofre também

Companhia poderosa

Carinho só nos faz bem

Somar tempo

É adaptar nosso dia

Cumpre-se nossa história

Felicidade notória

Enche-se de alegria!





Revés(Clara Longhi)

Dar tempo em todo tempo
A validade vencida, vencer
Despencar do poema um verso
De metáforas carregado
Pouco a pouco...
Sem pressa,
Com idéia expressa
Elúcida, permissiva, incisiva
Como um ponto colorido, esquecido
Longe do monte, no horizonte
Tecendo sinfonias frias e vazias
Como um rebento frágil e ágil
Na atmosfera morna, que contorna
Num raio de sol, roubado do arrebol
Com tons amarelados, revelados
Que invade o refúgio agreste
E de esperança se veste
Onde tudo acontece
Sem ilusão perdida, nova saída
Um desabrochar para vida!

Final de semana

Final de semana (Clara Longhi)

Música; quer a mente
O corpo descanso
Os braços quer abraços
Com os pés danço!

A arte do encontro
A boca quer beijar
Viver, sentir, curtir
Amar...

Quero boas surpresas
Um fio de esperança
Um sábado de sonho
E domingo risonho!

Hipóteses...
Descompasso na relação
Troca de parceiro
Nova paixão...

Presente e futuro aliados
Vida que agita
Tudo acontece subitamente
É o amor que ressuscita!